30 de jan de 2009

Vale da Eletrônica tem menos demissões e poucas vagas em janeiro

[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

O número de demissões caiu em Santa Rita do Sapucaí no mês de janeiro e poucas vagas de emprego foram abertas no mesmo período. As indústrias do Vale da Eletrônica dispensaram 154 funcionários até terça-feira, 26, segundo dados do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Eletro-eletrônica, Informática e Similares (Sindmetsrs). Em dezembro do ano passado, a entidade havia registrado 426 rescisões de contratos de trabalho.

Nas agências de recursos humanos, há vagas. Mas a quantidade de postos de trabalho disponíveis em janeiro é menor que a média mensal de 2008. Numa das agências santa-ritenses, as vagas deste mês chegaram a superar as de dezembro, mas boa parte delas surgiu no final do ano passado e ainda não foi preenchida. Nesta empresa de seleção, foram registradas 14 vagas em novembro, dez em dezembro e 31 em janeiro (destas, 18 foram abertas em 2009).

Em outra empresa de recrutamento, o número de postos de trabalho vem diminuindo desde o penúltimo mês de 2008. Foram dez vagas em novembro, sete em dezembro e cinco em janeiro. A média mensal no último ano foi de 20 empregos. A gerente comercial da agência, Mariana Carneiro Barroso, afirma que os números a assustam. "As vagas estão caindo cada vez mais. As empresas que trabalham comigo foram atingidas diretamente pela crise. Estou preocupada", diz.

Segundo Caroline Cristiane Ribeiro, responsável pela seleção de candidatos numa agência de Santa Rita, a área de montagem das empresas de eletrônica é a mais afetada. Ela cita também o setor automotivo. Por outro lado, Caroline destaca que a área administrativa e o comércio se mantiveram estáveis no início do ano. "Na área administrativa, temos menos mão-de-obra qualificada e, às vezes, o empresário não quer pagar o que a pessoa quer ganhar".

Nas duas empresas de recrutamento, houve aumento significativo no número de currículos recebidos. "Tiramos xerox de currículo o dia inteiro", conta Mariana. "No primeiro dia de trabalho do ano, recebemos 60 currículos", revela Caroline. De acordo com ambas, a qualidade não vem acompanhando a quantidade. As deficiências mais comuns são: falta de cursos complementares, imprecisão nas informações e erros de digitação.

Morador questiona interdição de mina d’água em Santa Rita

[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

Um morador de Santa Rita do Sapucaí questionou, em entrevista à Gazeta, o resultado do laudo que provocou a interdição da mina d’água da Gruta de Santa Rita de Cássia, supostamente contaminada por coliformes fecais. Os argumentos do zelador Roselito Pereira Pinto, 43, estão numa análise microbiológica que ele contratou no final do ano passado com a ajuda financeira de sete amigos.

A análise solicitada por Roselito apontou a ausência de coliformes fecais, além de detectar sete bactérias heterotróficas por mililitro (o número máximo é de 500 unidades por ml). A água foi coletada em 16 de dezembro. Três dias depois, a Vigilância Epidemiológica coletou outra amostra. O novo exame laboratorial, contratado pela Prefeitura, indicou um resultado diferente: presença de coliformes fecais e de 70 bactérias heterotróficas por ml.

Roselito considera estranha a divergência de dados. Para o zelador santa-ritense, a Prefeitura deve buscar a identificação das possíveis causas de contaminação da água, mas prefere apenas a interdição das fontes. "Não estão querendo se adequar [às normas do Ministério da Saúde], só interditar. A Prefeitura não pode deixar o povo sem água. Isso é injusto", protesta. Morador do bairro Fernandes, Roselito revela que não utiliza água da mina da Gruta, mas diz conhecer diversos usuários.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Marli Brandani Tenório, afirma que a dúvida gerada pelos resultados diferentes deve ser dirimida em fevereiro, quando serão realizadas novas análises laboratoriais. Ela comenta que "podem ocorrer alterações em períodos extremamente curtos". Marli diz que não foram feitos exames em janeiro porque a escolha do laboratório dependia de um processo licitatório. Roselito aguarda a divulgação dos próximos resultados para encomendar outras análises.

A mina da Gruta de Santa Rita está interditada desde o início de dezembro. Na semana passada, a Vigilância Sanitária anunciou a interdição de outras três fontes em que foram encontrados coliformes fecais (Moore, Vilela e Torres). A água da mina da praça Francisco Falcão também é considerada imprópria para o consumo humano. Apenas duas fontes de água sem tratamento são recomendadas pela Prefeitura: Por do Sol e Cempaac.

Nova diretoria do HAMC prioriza obras e atendimento


[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

Melhorar a estrutura física e oferecer atendimento de qualidade. Essas são as metas prioritárias da nova diretoria da Fundação Santarritense de Saúde e Assistência Social (FSSAS), entidade mantenedora do Hospital Antônio Moreira da Costa (HAMC). Os membros da gestão 2009-2012 foram eleitos e empossados em assembleia realizada no dia 20 de janeiro. Apenas uma chapa foi inscrita.

O advogado José Roberto Ribeiro Pinto, que assumiu a presidência da fundação, entende que é necessário reformar a maternidade e a enfermaria do hospital. Por outro lado, José Roberto afirma que seu antecessor, o produtor rural Ney Carneiro Rennó, manteve o prédio em condições satisfatórias. O novo presidente ressalta que a Associação dos Amigos da Vida (Amivida) tem financiado obras de ampliação e reparos na estrutura física.

José Roberto diz que a qualidade no atendimento será priorizada para que o hospital "seja sempre uma casa de saúde acolhedora". "A missão sagrada do hospital é atender seus pacientes com amor e carinho", comenta o advogado. O presidente da FSSAS afirma que os atuais 105 funcionários do hospital são "suficientes e capacitados".

O novo presidente conta que não pretendia assumir o cargo, mas foi surpreendido por um convite do prefeito Paulo Cândido da Silva (PV) e do vice David Carvalho Kallás (PSB). "Essa ideia não partiu da minha pessoa. Relutei de início, mas insistiram para que eu aceitasse e percebi que poderia dar minha parcela de contribuição à administração do hospital".

Além de José Roberto, foram eleitos os seguintes diretores: David Carvalho Kallás (vice-presidente), Antônio Marcos de Souza (primeiro secretário), Ialdo Correia Costa (segundo secretário), Benedito Régis Costa (primeiro tesoureiro) e Roberto Brusamolin (segundo tesoureiro). O Conselho Fiscal passou a ter como integrantes Éden José Abrahão, Eli Lutero da Silveira, Fernando Barbosa Mota, Leonilton Moreira e Sidney Severini Júnior. Os dirigentes da fundação não são remunerados.

26 de jan de 2009

Política de segurança e políticos de sempre

A Guarda Municipal de Santa Rita do Sapucaí tem nova subcomandante desde 12 de janeiro deste ano. A GM Cibele Maria da Silva foi nomeada pelo prefeito Paulo Cândido da Silva (PV) para substituir Ari Scudeler, que havia sido exonerado três dias antes.

Cibele foi candidata a vereadora pelo PTC nas eleições de 2008. Ari é membro da Comissão Provisória Municipal do PR. O primeiro subcomandante da Guarda Municipal foi Flávio Roberto Ribeiro, candidato a vereador pelo PMN em 2000.

Percebe-se que o componente político continua pesando nas nomeações deste, digamos, seminovo governo. Mas a nova subcomandante não é uma alienígena: ingressou na GM por meio de concurso público.

O comandante José Antônio Cruz Bastos terá, portanto, uma auxiliar mais preparada do que aqueles que a antecederam.

23 de jan de 2009

Prefeitura de SRS cobra taxa para alugar ginásios e estádio


[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

A Prefeitura de Santa Rita do Sapucaí iniciou em janeiro a cobrança de uma taxa para locação de ginásios poliesportivos e do Estádio Municipal Coronel Erasmo Cabral. Ainda neste mês, o Município volta a arrecadar a contribuição econômica conhecida como ‘Taxa de Iluminação Pública’.

A taxa de locação dos espaços esportivos tem valores diferentes para treinos de equipes, eventos comerciais e ações sociais. No Ginásio Poliesportivo Alcidão, serão cobradas as seguintes importâncias: R$ 30 por hora em treinos, R$ 2 mil por dia em eventos e R$ 150 diários em ações sociais. Os valores adotados no Estádio Municipal são: R$ 75 por hora (treinos), R$ 4 mil por dia (eventos) e R$ 200 por dia (ações sociais).

No Ginásio Poliesportivo da Nova Cidade, os valores são menores. Para cada hora de treino, deverá ser paga a quantia de R$ 10. Nos eventos comerciais e beneficentes, será aplicada a chamada ‘taxa básica de manutenção’, fixada em R$ 100 por dia.

O pagamento é feito em agência bancária através de uma guia de arrecadação emitida pela Tesouraria da Prefeitura. Antes, porém, é preciso agendar o treino ou evento na Divisão de Esportes, Cultura, Lazer e Turismo, que funciona no prédio do Centro Vocacional Tecnológico (CVT).

O diretor de apoio da Divisão de Esportes, Wanderley de Oliveira, afirma que a taxa de locação já existia, mas só era cobrada no Alcidão. "Essa taxa, no caso específico do Alcidão, sempre foi cobrada. Nós apenas fizemos um reajuste. No Estádio Erasmo Cabral, também era cobrada, mas isso foi paralisado acho que há quatro anos, e agora retomamos a taxa. Na Nova Cidade, nunca foi cobrada", explica o diretor.

Oliveira diz que a taxa tem como finalidades a manutenção dos espaços esportivos e a compra de materiais para as escolinhas de esportes da Prefeitura. "Está sendo cobrado, agora, um valor simbólico que vai ser revertido para o próprio local". O diretor comenta que em fevereiro começam a funcionar as escolinhas municipais de voleibol, taekwondo e handebol, sem custo algum para seus alunos.

Segundo Wanderley de Oliveira, o Orçamento Municipal destina recursos insuficientes para a Divisão de Esportes. "Todos os locais [para a prática esportiva] hoje trabalham com prejuízo. A despesa é bem maior que o recolhimento". Ele espera que o setor seja transformado em secretaria municipal em 2010 para receber repasses financeiros do Governo do Estado e da União.

Legalidade – O diretor da Tesouraria da Prefeitura, Maurílio Ribeiro Rezende, declarou à reportagem que a taxa de locação está prevista na legislação do município. Rezende citou o artigo 87 do Código Tributário Municipal, que prevê a cobrança de "taxa de licença para ocupação de logradouro público" no valor de uma unidade fiscal municipal (UFM) por mês. A UFM equivale a R$ 76,06 em Santa Rita, mas, segundo Rezende, a taxa foi atualizada para cobrir as despesas dos ginásios e do estádio.

Na última semana, a Gazeta procurou, por duas vezes, o secretário municipal de Fazenda, Benedito Raimundo da Silva. Na segunda tentativa, um de seus auxiliares informou que a entrevista só poderia ser concedida na próxima semana. No dia 13 de janeiro, Silva havia declarado ao jornal que ainda estudava a adoção da taxa, mas a reportagem encontrou uma tabela de valores já afixada no Ginásio Alcidão.

Minas d’água de SRS são interditadas após análise

[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

A Vigilância Sanitária de Santa Rita do Sapucaí anunciou na última quarta-feira, 21, que interditará na próxima semana quatro minas d’água em que foram encontrados coliformes fecais. As amostras coletadas em 19 de dezembro passaram por análise microbiológica em um laboratório de Pouso Alegre e foram consideradas impróprias para o consumo humano. Coliformes fecais são bactérias presentes nas fezes e que podem provocar gastroenterites, verminoses, doenças de pele e outras enfermidades.

A interdição atingirá as fontes localizadas nos seguintes pontos: Gruta de Santa Rita de Cássia, Torres, Moore e Bairro dos Vilelas. Esse procedimento é adotado após três análises mensais indicarem a presença de bactérias classificadas de ‘coliformes totais’ ou na primeira detecção de coliformes fecais. A mina da Gruta de Santa Rita, que fica no Loteamento do Valle, já estava interditada desde o início de dezembro, quando foram encontrados apenas coliformes totais.

A Vigilância Epidemiológica, órgão responsável pelo monitoramento da qualidade da água das minas, solicitou um novo exame laboratorial para checar a possível contaminação. O resultado da análise será divulgado no prazo de 30 dias. A interdição cabe à Vigilância Sanitária, que tem encontrado dificuldades em alertar a população sobre os riscos de ingestão de água imprópria. "Colocamos placas na frente das minas para avisar à população que essa água não deve ser consumida, mas, infelizmente, as placas estão sendo retiradas", revela o diretor da Vigilância Sanitária, Rodrigo Mesquita.

16 de jan de 2009

Bilac apoiou 'contra-golpe' e mirava Planalto, diz biógrafo

[Entrevista a Jonas Costa publicada na Gazeta do Vale]

O escritor Murilo Badaró (foto), 77, pretende concluir em julho sua próxima obra: a biografia do jurista e político santa-ritense Bilac Pinto (1908-1985). Badaró foi entrevistado com exclusividade pela Gazeta na última semana e comentou sobre a trajetória de Bilac.

Para o biógrafo, o santa-ritense participou da articulação do movimento militar de 1964. Segundo Badaró, houve um "contra-golpe" para evitar uma "guerra revolucionária". O escritor acredita que o primeiro presidente do ciclo militar, Castello Branco (1897-1967), pretendia lançar um nome civil à sua sucessão. "E este civil era Bilac", completa.

Murilo Paulino Badaró é advogado e presidente da Academia Mineira de Letras. Foi deputado, senador e ministro da Indústria e Comércio. Olavo Bilac Pereira Pinto, também advogado, ocupou os cargos de deputado, embaixador do Brasil na França e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Como surgiu a ideia de escrever a biografia de Bilac Pinto?
Badaró –
É um trabalho profissional de escritor a convite da família do ministro Bilac Pinto, que executo com grande prazer.

Que lembranças o senhor guarda de Bilac?
Badaró – Nunca tive contatos pessoais com o ministro Bilac. Somente por uma vez conversei trivialidades com ele em Brasília, ele já aposentado no Supremo e eu deputado federal. Mesmo adversários na política, sempre o respeitei como um grande homem público.

Como o senhor classifica os posicionamentos políticos de Bilac Pinto?
Badaró – O então deputado Bilac Pinto era homem de convicções fortes. Não falava sem antes meditar sobre o que falaria e suas repercussões. Tudo o que disse, seja do ponto de vista do legislador ou das decisões proferidas como jurista, teve grande importância em sua época.

Bilac integrava a ‘Banda de Música’, ala radical da UDN, ao passo que o senhor militava no PSD. Algo os aproximava?
Badaró – Tudo no seu devido tempo em que nossos partidos divergiam profundamente. Nada nos unia, senão o amor pelo Brasil e a moralidade na vida pública.

Quais foram os maiores feitos de Bilac Pinto, em sua opinião?
Badaró – Bilac teve intensa vida como parlamentar. São de sua autoria a emenda que estabeleceu o monopólio estatal do petróleo, a lei que pune o enriquecimento ilícito, a legislação sobre contribuição de melhoria, vários projetos em defesa do trabalhador e a denúncia sobre a "guerra revolucionária". Como ministro do Supremo, são admiráveis alguns acórdãos de sua lavra, em julgamentos de que participou.

O senhor endossa a tese de que Bilac foi um dos articuladores do golpe militar de 1964?
Badaró –
Bilac foi um dos articuladores do contra-golpe de Estado que estava sendo tramado por João Goulart e [Leonel] Brizola em 1964.

O livro ‘Guerra Revolucionária’, escrito por Bilac, teve papel relevante no golpe de 1964?
Badaró –
Suas denúncias sobre o andamento da ‘guerra revolucionária’ no Brasil despertaram as atenções dos militares para o perigo da subversão comunista da época. Como tal, teve papel relevante na contra-revolução de 1964, uma ação contra-revolucionária ao golpe que estava iminente sob patrocínio do governo Goulart.

Bilac pretendia se candidatar a presidente da República na década de 1960?
Badaró –
Bilac era o candidato do presidente Castello Branco para sucedê-lo na presidência da República. Tal não aconteceu por que Castello foi vencido pela linha dura militar que queria Costa e Silva. Castello Branco desejava ardentemente colocar um civil em seu lugar e este civil era Bilac Pinto. Há abundantes provas disso.

Bilac temia uma "República sindicalista" durante o governo João Goulart, mas seu neto e herdeiro político integra a base de sustentação do presidente Lula, ex-líder sindical. A geração do velho Bilac era sectária ou falta firmeza à geração de Bilac Neto?
Badaró – Os tempos são outros, também as personagens. Seu neto, o deputado Bilac Pinto Neto, é um dos melhores quadros da política mineira e nacional. Bilac era homem de opinião, nunca foi sectário e ao seu neto sobram virtudes.

O senhor já entrevistou ou pretende procurar moradores de Santa Rita do Sapucaí para reunir informações sobre o personagem de seu livro?
Badaró – Já conversei com várias pessoas de Santa Rita recolhendo informações. A falta de seus contemporâneos e de jornais locais de sua época em Santa Rita dificultou a pesquisa.

Quando e por qual editora será lançada a biografia?
Badaró – Espero entregar meu trabalho no próximo mês de julho. A editora ficará a cargo da família.

SRS anuncia perda de verbas por não cumprir meta na saúde

[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

A Prefeitura de Santa Rita do Sapucaí anunciou, no dia 8 de janeiro, que o Município teria deixado de receber R$ 935 mil do Governo Federal em 2008. A assessoria de imprensa do prefeito Paulo Cândido da Silva (PV) informou que as supostas perdas teriam sido provocadas por falhas da administração anterior. Segundo a assessoria, a Prefeitura aplicou em 2007 14,96% de sua receita na área da saúde – o mínimo exigido é de 15%. Silva assumiu a Prefeitura em abril de 2008 e foi reeleito em outubro.

De acordo com a Prefeitura, Santa Rita perdeu R$ 390 mil do Ministério da Agricultura, que seriam investidos na aquisição de uma máquina motoniveladora. A administração municipal teria perdido o direito de utilizar, em obras de infraestrutura, recursos do Ministério das Cidades no valor de R$ 350 mil. Outra verba supostamente bloqueada (R$ 195 mil) viria do Ministério da Agricultura para a compra de implementos agrícolas.

O secretário municipal de Fazenda, Benedito Raimundo da Silva, sustenta que outros recursos não foram liberados em 2008 por "falta de regularização de certidões". A pasta da Fazenda não tem um levantamento completo dessas verbas. "Não dá para precisar", resume o secretário.

Segundo Benedito Silva, a Prefeitura concluiu a regularização de certidões negativas de débitos (CNDs) no dia 9 de janeiro, mas ainda tem "restos a pagar de R$ 4,5 milhões a R$ 5 milhões". O titular da Fazenda acredita que essa dívida será quitada até dezembro de 2010. Ele espera que o Município arrecade R$ 45 milhões em 2009 e assegura que não serão propostos novos tributos ou aumentos de alíquotas neste ano.

Outro lado – A reportagem procurou o ex-prefeito Ronaldo de Azevedo Carvalho (PSDB), por telefone, na quarta-feira, 14. O tucano afirmou que o percentual de investimentos na saúde foi respeitado em sua gestão. Carvalho chamou de "mentiras" os dados divulgados pela atual administração e ainda denunciou: "Na minha gestão, não faltava seringa nem medicamento. Hoje falta".

Redução de jornada evita demissões na Metagal

[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

Um acordo entre uma empresa e um sindicato evitou demissões de trabalhadores em Santa Rita do Sapucaí e Conceição dos Ouros. Reduzir a jornada de trabalho foi a solução encontrada pela indústria de autopeças Metagal, que tem duas unidades na região, e pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Eletro-eletrônica, Informática e Similares de Santa Rita do Sapucaí, Conceição dos Ouros e Cachoeira de Minas (Sindmetsrs).

A crise no setor de autopeças foi o motivo alegado pela Metagal para a demissão de aproximadamente 180 operários de agosto a novembro do ano passado. A partir do acordo, em dezembro, não aconteceram novas demissões. Os funcionários – cerca de 800 – passaram a trabalhar uma hora a menos por semana, recebendo salários compatíveis com os dias trabalhados. "Não houve redução de salários. Houve redução da jornada de trabalho em um dia por semana", explica o advogado do Sindmetsrs, Ronaldo Kersul.

A diminuição da carga horária não reduz os benefícios dos trabalhadores. Nos cálculos de férias, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e verbas rescisórias, será considerado o valor do salário nominal, ou seja, sem a redução de uma hora. A Metagal ainda aceitou algumas exigências do sindicato. Uma delas é a estabilidade de seis meses aos operários que aceitaram a diminuição. Outro compromisso é dar prioridade a ex-funcionários quando houver novas contratações.

Segundo a presidente da entidade sindical, Maria Rosângela Lopes, as negociações foram difíceis. "Levamos a discussão para o chão de fábrica. Foi complicado para eles entender a redução pouco antes das festas e das férias de alguns", relata. Para o advogado Ronaldo Kersul, o pior cenário foi evitado. "Lutamos e mantivemos os postos de trabalho".

Sindmetsrs começa a funcionar em nova sede


[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

Começou a funcionar na última semana a nova sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Eletro-eletrônica, Informática e Similares de Santa Rita do Sapucaí, Conceição dos Ouros e Cachoeira de Minas (Sindmetsrs). O prédio está situado no número 200 da avenida Sinhá Moreira, no centro de Santa Rita. A antiga residência de Nuno Figueiredo foi adquirida com recursos da entidade.

A presidente do Sindmetsrs, Maria Rosângela Lopes, entende que o novo endereço oferece mais comodidade aos associados e que sua localização facilita o acesso dos usuários. O prédio de três pavilhões foi reformado de março de 2008 a janeiro de 2009. Há salas para cursos, reuniões, negociações coletivas, homologação de rescisões e atendimento jurídico, entre outras. Os setores de contabilidade e tesouraria foram desmembrados. Um consultório odontológico também foi instalado no novo prédio.

Rosângela Lopes afirma que a aquisição do imóvel é fruto de uma gestão "clara, transparente e honesta, acima de tudo". Ela espera que a nova estrutura atraia mais sócios. Os trabalhadores sindicalizados contribuem com uma taxa associativa equivalente a 2% do salário nominal e usufruem de convênios médicos e descontos em estabelecimentos comerciais.

O Sindmetsrs foi criado em 1992 e reestruturado a partir de 1999. O sindicato tem aproximadamente 600 associados nos três municípios de sua base. A entidade é filiada à central Força Sindical.