30 de jan de 2009

Morador questiona interdição de mina d’água em Santa Rita

[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

Um morador de Santa Rita do Sapucaí questionou, em entrevista à Gazeta, o resultado do laudo que provocou a interdição da mina d’água da Gruta de Santa Rita de Cássia, supostamente contaminada por coliformes fecais. Os argumentos do zelador Roselito Pereira Pinto, 43, estão numa análise microbiológica que ele contratou no final do ano passado com a ajuda financeira de sete amigos.

A análise solicitada por Roselito apontou a ausência de coliformes fecais, além de detectar sete bactérias heterotróficas por mililitro (o número máximo é de 500 unidades por ml). A água foi coletada em 16 de dezembro. Três dias depois, a Vigilância Epidemiológica coletou outra amostra. O novo exame laboratorial, contratado pela Prefeitura, indicou um resultado diferente: presença de coliformes fecais e de 70 bactérias heterotróficas por ml.

Roselito considera estranha a divergência de dados. Para o zelador santa-ritense, a Prefeitura deve buscar a identificação das possíveis causas de contaminação da água, mas prefere apenas a interdição das fontes. "Não estão querendo se adequar [às normas do Ministério da Saúde], só interditar. A Prefeitura não pode deixar o povo sem água. Isso é injusto", protesta. Morador do bairro Fernandes, Roselito revela que não utiliza água da mina da Gruta, mas diz conhecer diversos usuários.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Marli Brandani Tenório, afirma que a dúvida gerada pelos resultados diferentes deve ser dirimida em fevereiro, quando serão realizadas novas análises laboratoriais. Ela comenta que "podem ocorrer alterações em períodos extremamente curtos". Marli diz que não foram feitos exames em janeiro porque a escolha do laboratório dependia de um processo licitatório. Roselito aguarda a divulgação dos próximos resultados para encomendar outras análises.

A mina da Gruta de Santa Rita está interditada desde o início de dezembro. Na semana passada, a Vigilância Sanitária anunciou a interdição de outras três fontes em que foram encontrados coliformes fecais (Moore, Vilela e Torres). A água da mina da praça Francisco Falcão também é considerada imprópria para o consumo humano. Apenas duas fontes de água sem tratamento são recomendadas pela Prefeitura: Por do Sol e Cempaac.

Um comentário:

:: Cíntia Ferreira :: disse...

Com água contaminada ou não eu te amo!!!
Seu blog está muito legal, se não tem mais comentários é pq aspessoas acham que é pra fazer CRITICAS ruins, e como não tem, todo mundo saí sem falar nada...
=)
Te amO!