29 de mai de 2009

Linear anuncia compra dos bens da Phihong



[Matéria de Jonas Costa para Gazeta do Vale]

A empresa santa-ritense Linear Equipamentos Eletrônicos acertou a compra do prédio e das máquinas que pertenciam à Phihong PWM Brasil. O negócio foi anunciado na semana passada pelo presidente da Linear, José de Souza Lima, em entrevista à Rádio Difusora Santarritense. A Phihong fechou as portas em 2008, teve seus bens penhorados para pagamento de dívidas trabalhistas e acabou sendo adquirida por ex-funcionários em leilão judicial.

A Linear ofereceu R$ 14 milhões pelo patrimônio. A proposta foi aceita pela comissão de trabalhadores e seus advogados. Segundo o vogal da comissão, Alberto Ken Kawamura, esse valor equivale a 70% do débito trabalhista contraído pela Phihong. O montante deverá ser pago em duas parcelas e, em seguida, dividido entre os mais de 1.100 operários demitidos que têm indenizações a receber. Para obter os 30% restantes, a Justiça do Trabalho terá de penhorar novos bens dos antigos sócios da Phihong.

Kawamura diz que a proposta da Linear foi a mais alta das sete recebidas pela comissão. Segundo ele, outros dois fatores contribuíram para o fechamento do negócio: a forma de pagamento e a confiabilidade dos compradores. Primeira empresa de eletrônica de Santa Rita do Sapucaí, a Linear é a maior fabricante de transmissores de TV das três Américas.

De acordo com o diretor de marketing da Linear, Carlos Alberto Fructuoso, alguns setores da unidade santa-ritense serão transferidos para o novo prédio no segundo semestre. O imóvel industrial recém-adquirido receberá funcionários das seguintes áreas: administrativa, financeira, comercial, projetos e produção eletrônica. O prédio atual será utilizado para a ampliação da produção mecânica. Antes da mudança, os itens comprados serão conferidos e a antiga sede da Phihong passará por adaptações.

Fructuoso afirma que a Linear planejava expandir suas atividades em 2009 e preferiu fazê-lo no Vale da Eletrônica. “Vemos dois pontos positivos: a aquisição de um imóvel para ampliar nossas atividades e a contribuição para solucionar um problema social da cidade”, argumenta o empresário.

O diretor de marketing da Linear ressalta que, caso haja necessidade de novas contratações, os ex-empregados da Phihong terão preferência. A fabricante de transmissores tem 280 funcionários em Santa Rita.

Foto: divulgação

Ítalo Souza lança nova coletânea de poesias

[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

O poeta santa-ritense Ítalo Manoel de Souza, 23, lançou na semana passada sua segunda obra. O título da nova coletânea de poesias é ‘Anjos do Apocalipse’. O livro de bolso reúne 15 textos sobre temas como emoções e natureza. Os exemplares foram impressos na Tipografia São Miguel e estão sendo vendidos a R$ 4 cada.

Ítalo diz que ‘Anjos do Apocalipse’ reflete suas experiências pessoais, assim como ‘Pássaro solitário’, primeira coletânea do autor. O objetivo da obra inaugural, diz ele, era defender a liberdade de expressão. “Sou como um pássaro solitário e quero me livrar de correntes invisíveis”, justifica. No segundo livro, o poeta aborda suas “fraquezas, dores, derrotas e vitórias”.

A personagem Menina Anjo, citada várias vezes em ‘Pássaro solitário’, não aparece na nova obra. Ítalo explica que está tentando se libertar da paixão pela musa inspiradora. O poeta diz que sua maior preocupação atual é com a falta de sensibilidade dos seres humanos. “O mundo precisa de mim e de cuidados. Faltam amor e compreensão às pessoas”.

Ítalo Souza criou seus primeiros versos há três anos e hoje contabiliza mais de 300 poesias. Ele planeja lançar mais duas coletâneas até o próximo ano: ‘Faces do espelho’ e ‘Gritos de Angola’. O poeta vende seus livros pelas ruas de Santa Rita e pretende disponibilizar exemplares em bancas de jornal da cidade.

Foto: acervo particular

21 de mai de 2009

Barracas causam transtornos no bairro Família Andrade



[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

Maio é mês de festa em Santa Rita do Sapucaí. O dia da padroeira (22) e o aniversário da cidade (24) são comemorados com shows e eventos religiosos. Mas nem todos os santa-ritenses conseguem se divertir neste período. Moradores de duas ruas do bairro Família Andrade se sentem incomodados pela presença de barracas que comercializam alimentos, roupas, brinquedos e outros produtos.

Os vendedores ambulantes se instalaram mais uma vez na avenida Francisco Andrade Ribeiro e na rua Augusto Rafael de Souza. Algumas barracas estão na rua Pedro Moreira, entre a ‘ponte nova’ e a praça Santa Rita. O espaço transformado em ‘camelódromo’ temporário é a principal via de acesso à cidade. Com a interrupção do tráfego de veículos nessa região, o trânsito é desviado para a ponte José Neves, que dá acesso à rodovia BR-459.

Para sair de casa e voltar do trabalho, o empresário Antônio Macedo Júnior tem de passar pelas vias ocupadas por barracas. Sua residência fica na rua Benedito Capistrano Alckmin, que faz esquina com a avenida Francisco Andrade Ribeiro. Na mesma avenida, Antônio está construindo um prédio, mas a obra foi interrompida desde o início da festa. “Não consegue chegar material. Os pedreiros ficam parados”, justifica. O empresário denuncia que necessidades fisiológicas e relações sexuais são feitas em frente à sua casa. “Quando minhas filhas vão sair à noite, têm que bater no portão antes para as pessoas saírem”.

A contabilista Maria Elizabeth Carneiro de Andrade Paiva é duplamente prejudicada. Além de morar na ‘avenida das barracas’, mantém um escritório ao lado de sua casa. Elizabeth diz que os maiores transtornos causados pela presença dos camelôs são as dificuldades de locomoção, o excesso de ruídos e o mal-cheiro proveniente de excrementos. Ela afirma que a Prefeitura deveria reservar um espaço para a Festa de Santa Rita fora do perímetro urbano. “Se tivesse um local de eventos, seria melhor para nós [moradores] e melhor para eles [barraqueiros]. Mas a Prefeitura nunca tem dinheiro”.

Um morador da rua Augusto Rafael de Souza, que não quis se identificar, diz que perde várias noites de sono durante os festejos. “É difícil dormir. O barulho vai até meia-noite ou uma hora da madrugada”, lamenta. O morador exibiu à reportagem um documento que recebeu da Prefeitura, no qual consta uma cobrança de R$ 1650 caso ele não queira receber barracas em frente à sua residência. Ele afirmou que, nos dias de festa, guarda o carro numa propriedade rural, pois o acesso à garagem do imóvel urbano fica obstruído.

A dona-de-casa Maria José Gonçalves é uma exceção. Moradora da rua Augusto Rafael de Souza há 33 anos, ela aprecia a companhia dos barraqueiros. “Estou gostando. Todos os barraqueiros são muito bons. É uma beleza. Tratam a gente muito bem. A gente adora eles”. Para Maria José, a amizade com os camelôs é garantia de segurança durante a festa. “Eles ficam aqui pertinho. Aí não tenho medo de assalto”, comenta a dona-de-casa.

Foto: Jonas Costa

Caps de Santa Rita lembra luta contra manicômios



[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

O Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Santa Rita do Sapucaí iniciou na semana passada uma série de atividades para celebrar o movimento contra o funcionamento de manicômios no Brasil. Os eventos acontecem por ocasião do Dia Nacional da Luta Antimanicomial, comemorado na última segunda-feira, 18. As atividades foram iniciadas em 11 de maio e serão encerradas neste domingo, 24.

Desde o começo da semana passada, os usuários do Caps têm vivido uma experiência diferente a cada dia. Almoçar em um restaurante foi o programa do primeiro dia. A tarde seguinte foi marcada pela visita a uma sorveteria. Outra atividade foi a colocação de placas confeccionadas no Caps em jardins da praça Santa Rita. Para finalizar a semana, os pacientes do centro participaram da coroação de Nossa Senhora e ofertaram flores à padroeira do país.

Com a chegada da Festa de Santa Rita, o Caps inaugurou uma barraca de alimentação e artesanato no prédio do antigo Cine Teatro. A barraca arrecadará recursos para o projeto até o dia 24. Ainda durante a festa, os usuários do centro visitaram o parque de diversões instalado na avenida Francisco Andrade Ribeiro.

A inclusão dos portadores de transtornos mentais no meio social é a finalidade principal da série de eventos. Por esse motivo, as portas do Caps foram abertas à visitação pública no Dia da Luta Antimanicomial. A terapeuta ocupacional Juliana Cantarelli Miquelino recepcionou a reportagem e disse que “ainda existe preconceito em relação à pessoa portadora de sofrimento mental e também desconhecimento da população com relação à nova proposta de tratamento”.

O novo modelo citado por Juliana foi oficializado em 2001, a partir da sanção de uma lei de autoria do ex-deputado Paulo Delgado (PT). A lei federal 10.216 promoveu a chamada ‘reforma psiquiátrica’ no Brasil, ou seja, a substituição dos manicômios por centros de atenção psicossocial, centros de convivência e outras unidades de atendimento. O Caps de Santa Rita foi criado em 2005 pelo ex-prefeito Ronaldo Carvalho (PSDB).

O centro conta com 15 profissionais e recebe, em média, 50 pacientes por dia. O órgão oferece atendimento psiquiátrico e mantém oficinas de marcenaria e artesanato. Os usuários recebem refeições, medicamentos e transporte sem custo algum. O Caps santa-ritense é o centro de referência para mais cinco municípios: Cachoeira de Minas, Conceição dos Ouros, Natércia, São Sebastião da Bela Vista e Careaçu. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h, na rua Capitão Vicente Ribeiro do Vale, 246.

Foto: Jonas Costa

18 de mai de 2009

Santa Rita estreia sinal digital de TV no Sul de Minas



[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

Santa Rita do Sapucaí tornou-se, na semana passada, o primeiro município sul-mineiro a receber o sinal digital de TV. A Rede Bandeirantes de Televisão inaugurou a transmissão local ocupando o canal 53, concedido à empresa santa-ritense Linear Equipamentos Eletrônicos em janeiro deste ano. A TV digital está disponível em outras 18 cidades brasileiras. Somente dois municípios de Minas saíram na frente do ‘Vale da Eletrônica’: Belo Horizonte e Uberlândia.

A Linear fabricou e instalou os dois transmissores de TV que funcionam em Santa Rita. Há uma estação na sede da empresa e outra no campus do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel). Para cobrir toda a cidade, a Linear planeja instalar uma terceira estação na Serra do Paredão.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) outorgou o canal 53 à empresa por dois anos. A gerente de projetos da Linear, Vanessa Lima, explica que as transmissões têm caráter científico e não resultam em lucro. “Estamos fazendo um estudo de campo para verificar o comportamento dos equipamentos. Testamos a eficiência do transmissor e a cobertura”, diz a gerente.

O sinal digital pode ser captado em um televisor convencional, desde que esteja conectado a um conversor (set-top box). Há diversos modelos de conversor, que custam de R$ 200 a R$ 800. O mercado também oferece televisores já adaptados para a nova tecnologia. Outra possibilidade é a recepção móvel por meio de aparelhos celulares e MP5.

O conteúdo em alta definição disponível aos santa-ritenses é o mesmo exibido pela Band em outras cidades. A transmissão só é interrompida em Santa Rita quando a Linear realiza testes em seus equipamentos. Ao contrário do que ocorre no sistema analógico, as chuvas não alteram a qualidade da imagem digital.

A Linear pretende obter autorização da Anatel para instalar estações em Pouso Alegre e Itajubá. Vanessa Lima acredita que a chegada do sinal digital da Band ao Sul de Minas deve atrair outras emissoras para a região.

Foto: Jonas Costa

Novo secretário de Obras se queixa de "maquinário sucateado"

[Entrevista a Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

"Nosso maquinário é insuficiente e está totalmente sucateado”. A queixa foi proferida pelo novo secretário de Obras e Desenvolvimento Urbano de Santa Rita do Sapucaí, Marcos Antônio Salvador de Barros, em entrevista à Gazeta. O administrador de empresas de 49 anos assumiu a função no dia 30 de abril.

Natural de Redenção da Serra (SP), ele reside no ‘Vale da Eletrônica’ há 25 anos. Ex-diretor de Café da CooperRita, Marcos Antônio foi secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento desde abril de 2008 até ser nomeado para a pasta de Obras. Para redução de despesas, o administrador continua respondendo pela Secretaria de Agricultura, cujo cargo máximo permanece vago.

Como tem sido a experiência de ser secretário municipal de Obras e Desenvolvimento Urbano?
Marcos Antônio
– Na primeira semana em que estivemos à frente da secretaria, nos deparamos com uma série de desafios e com os problemas que o município encontra no momento atual: limpeza pública, buracos nas ruas, toda essa infraestrutura que é mais aparente, como também outros que não aparecem tanto, como a questão do escoamento de águas.

Qual é a sua avaliação sobre o trabalho que já foi feito pela atual administração na área de obras?
Marcos Antônio
– Precisamos sempre esbarrar naquele bordão que ninguém aguenta mais ouvir, mas que é uma realidade: as condições em que a Prefeitura se encontrava [antes da posse do atual prefeito, em abril de 2008], a questão financeira, a questão das dívidas. Isso refletiu nas atividades da Secretaria de Obras. Foi feita uma série de atividades, como a limpeza emergencial. As chuvas acabaram estragando novamente [a pavimentação de ruas], necessitando de uma manutenção mais adequada. O objetivo, neste momento, é otimizar a aplicação dos recursos, que são poucos, sempre no intuito de atender ao projeto do prefeito municipal e ao anseio da população.

A escassez de recursos financeiros é o maior obstáculo da Secretaria de Obras?
Marcos Antônio
– Sim. Há limitação de gente, de máquinas e problemas operacionais. Se tivéssemos dinheiro, seria fácil resolver. Mas sem dinheiro é difícil. Isso não quer dizer que não vão ser resolvidos os problemas. Vamos fazer uma série de ações para poder minimizar esse impacto. Reiniciamos, na semana passada, a limpeza do bairro Maristela e da Nova Cidade. Estamos iniciando o processo de recuperação de algumas áreas na Nova Cidade, um trabalho emergencial nas ruas que estão esburacadas.

A Secretaria de Obras foi a pasta mais atingida pelo ajuste administrativo que a Prefeitura empreendeu recentemente – perdeu 17 funcionários contratados. Como contornar essa perda de mão-de-obra?
Marcos Antônio
– Na realidade, ela foi a mais prejudicada porque tinha o maior número de funcionários. Estamos fazendo remanejamento de alguns funcionários de outras áreas para podermos nos adequar aos serviços. A população precisa ser atendida.

O maquinário é suficiente?
Marcos Antônio
– Não. Nosso maquinário é insuficiente e está totalmente sucateado. Acho que num período de tempo inferior a um ano, teremos material adequado para trabalhar. A Prefeitura, inclusive, está fazendo um contrato para aquisição de caminhões e retroescavadeiras, uma tentativa de financiamento, que precisa ser aprovado pela Câmara Municipal. Isso vai ajudar no nosso trabalho. Sem máquina e sem pessoal, não existe secretaria nem secretário que dê conta.

O senhor tem encontrado dificuldades em ocupar o cargo de secretário de Obras e, ao mesmo tempo, continuar respondendo pela Secretaria de Agricultura?
Marcos Antônio
– O grande problema é a escassez de mão-de-obra e maquinário. A intenção do prefeito, ao fazer a unificação de atividades neste momento, visa à economia de recursos para poder trabalhar melhor essas áreas [obras e agricultura].

O calçamento de ruas tem tido muitos problemas nos últimos meses. Alguns trechos estão sendo reparados. Quais áreas são prioritárias?
Marcos Antônio
– São as áreas de maior trânsito, a Nova Cidade e o acesso ao Centro Empresarial.

Na sua avaliação, qual deverá ser a maior obra da atual administração?
Marcos Antônio
– O prefeito tem uma vontade muito grande de resolver, principalmente, a questão das inundações rápidas. Calçar todas as ruas é uma das prioridades dele. Acredito que este ano ainda vai ser muito difícil, mas, a partir do ano que vem, a resposta para a população vai ser muito melhor e muito mais rápida.

Foto: Jonas Costa

11 de mai de 2009

Prefeitura de Santa Rita demite 48 em abril

[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

A Prefeitura de Santa Rita do Sapucaí dispensou 48 funcionários no mês de abril. O corte atingiu 39 contratos temporários e nove ocupantes de cargos de confiança. A medida faz parte de um ajuste administrativo cujo objetivo é reduzir os gastos do Município. A Divisão de Recursos Humanos da Prefeitura calcula que as demissões possibilitarão uma economia mensal de R$ 100 mil.

O enxugamento da folha de salários é reflexo da queda da arrecadação do Município, afirma o assessor de Planejamento e Desenvolvimento Municipal, Yago Euzébio Bueno de Paiva Junho. Bueno explica que, com a perda de receitas, é necessário diminuir os gastos com pessoal para cumprir as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal. “Por lei, a folha de pagamentos não pode ser maior que 54% da receita corrente líquida. Estávamos próximos disso antes do ajuste”, diz o assessor.

Yago Bueno integra uma comissão criada em abril para estabelecer os critérios e percentuais do ajuste administrativo. O grupo decidiu que as secretarias municipais devem diminuir suas despesas em 10%, o que provocaria uma economia de R$ 350 mil por mês. Foram reduzidos os gastos com horas-extras, ligações telefônicas, combustível e material de consumo. O corte de funcionários foi determinado pelo prefeito Paulo Cândido da Silva (PV) após reuniões com seu secretariado.

Foram demitidos de funções comissionadas Francisco Ribeiro de Magalhães Júnior (Procuradoria-Geral), Giovani Fernando Costa (Engenharia e Projetos), Carla Carvalho Costa Mendes (Previdência), Daniel Batista Santucci Barbedo (Escolas Rurais), Walterman Ribeiro da Costa (Estradas), Celso dos Santos (Serviços de Apoio), Vasco Junqueira Moreira (Limpeza Pública), Luís Carlos Ribeiro do Valle (Mercado Municipal) e Milena Rodrigues de Carvalho (Controle, Avaliação e Estatística).

Os outros 39 funcionários dispensados não tiveram seus contratos renovados pela Prefeitura. Os contratos tinham duração máxima de um ano e expiraram em abril. Cinco secretarias perderam servidores: Obras (17 demissões), Saúde (14), Educação (6), Administração (1) e Agricultura (1).

Para Yago Bueno, os serviços públicos não sofrerão queda de qualidade após o ajuste administrativo. “Vai haver um remanejamento em cada setor para cobrir os serviços”, argumenta. De acordo com a Divisão de Recursos Humanos, a Prefeitura tem 864 funcionários na ativa, sendo 530 efetivos, 284 contratados e 43 comissionados, além de prefeito, vice e cinco conselheiros tutelares. Entre os concursados, 28 ocupam cargos de confiança.

Mudanças na Secretaria de Obras – A última semana de abril registrou uma baixa no secretariado municipal: Luiz Alberto Duarte Julidori deixou a pasta de Obras e Desenvolvimento Urbano alegando motivos particulares. O substituto de Julidori é Marcos Antônio Salvador de Barros, que dirigia a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Outra mudança na pasta de Obras é a nomeação de Daniel Teixeira para diretor de Planejamento e Projetos.

Sindicato dos Metalúrgicos inaugura nova sede

[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

O Dia do Trabalho foi marcado pela inauguração da nova sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Eletro-eletrônica, Informática e Similares de Santa Rita do Sapucaí, Conceição dos Ouros e Cachoeira de Minas (Sindmetsrs). A entidade começou a funcionar no prédio em janeiro. A sede está situada no número 200 da avenida Sinhá Moreira, no centro de Santa Rita.

O edifício tem três andares e passou por reformas de março de 2008 a janeiro de 2009. O espaço oferece os serviços de homologação de rescisões, cursos, atendimento jurídico e assessoria de imprensa. Um consultório odontológico foi instalado no novo prédio para atender aos operários sindicalizados. Há também salas de reuniões, negociações coletivas, tesouraria e outras dependências administrativas.

Para a presidente do sindicato, Maria Rosângela Lopes, as novas instalações simbolizam a concretização de uma antiga aspiração dos metalúrgicos. “Sempre acreditei no meu sonho. E realizei o sonho que não é só meu; é de todos os trabalhadores”. Em entrevista à Gazeta, a dirigente sindical rememorou os primeiros anos da entidade: “Começamos com uma mesa e uma cadeira doadas pela Federação dos Metalúrgicos de Minas. Ficamos mais de oito anos em sede emprestada pela Prefeitura, porque não tínhamos condições de pagar aluguel. Hoje estamos na segunda sede própria”.

Participaram da cerimônia de inauguração dezenas de lideranças locais, como Paulo Cândido da Silva (prefeito de Santa Rita do Sapucaí), Magno Magalhães Pinto (presidente da Câmara Municipal santa-ritense), Aldo Ambrósio Morelli (diretor da Faculdade de Administração e Informática) e José Norberto Dias (presidente da Associação Comercial e Empresarial do Vale da Eletrônica).

2 de mai de 2009

Escândalo dos bilhetes aéreos atinge Bilac, Odair e Thadeu

[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

Três representantes do Sul de Minas na Câmara Federal são acusados de pagar voos internacionais com dinheiro público de forma irregular nos últimos dois anos. O erro teria sido cometido pelos deputados Bilac Pinto (PR), de Santa Rita do Sapucaí, Odair Cunha (PT), de Boa Esperança, e Geraldo Thadeu (PPS), de Poços de Caldas. A informação foi divulgada na semana passada pelo site Congresso em Foco. O levantamento indica que 261 dos 513 deputados federais estariam envolvidos no escândalo conhecido como ‘farra das passagens’.

Segundo o site, os três políticos sul-mineiros cederam, juntos, 11 bilhetes aéreos de suas cotas para oito pessoas viajarem. Pelas normas atuais, a Câmara só pode custear viagens dos próprios deputados.

Geraldo Thadeu é acusado de ceder oito passagens. Entre os supostos beneficiários estão Ângela Maria Oliveira (Frankfurt/Buenos Aires e Buenos Aires/São Paulo) e Zélia Adriana Santos (São Paulo/Madri e Madri/São Paulo). Também são citados Andréa Marques, Antônio Salgado Neto, Miguel Guidicissi e Úrsula Favale, que teriam viajado de São Paulo a Frankfurt. Segundo o levantamento, os voos ocorreram de março a setembro de 2008.

O Congresso em Foco aponta Bilac Pinto como responsável pelo repasse de dois bilhetes a uma pessoa identificada como Flávia Pinto. De acordo com o site, foram financiadas duas viagens, de ida e volta, entre São Paulo e Nova York. Os deslocamentos teriam acontecido no mesmo dia, em 14 de agosto de 2007.

Odair Cunha foi citado pelo Congresso em Foco pela suposta cessão de uma passagem. O petista admitiu que usou o benefício para custear uma viagem do padre Geraldo Silva, de Buenos Aires ao Rio de Janeiro. Odair argumenta que, no dia 21 de maio de 2008, o sacerdote voltava de um evento sobre direito canônico. “A minha ação parlamentar é baseada, entre outras, na militância católica. Apoio, sempre que posso, ações de movimentos e pastorais da Igreja”, justificou o deputado, em nota.

Outro lado – A reportagem telefonou para os gabinetes de Bilac, Odair e Thadeu na terça-feira, 28. Nenhum dos três foi encontrado. Até a conclusão desta edição, os políticos não haviam retornado para comentar as informações divulgadas pelo site Congresso em Foco.

Deputados mineiros envolvidos
Ademir Camilo (PDT) – 4 viagens
Antônio Roberto (PV) – 2 viagens
Bilac Pinto (PR) – 2 viagens
Ciro Pedrosa (PV) – 6 viagens
Eduardo Barbosa (PSDB) – 2 viagens
Fábio Ramalho (PV) – 4 viagens
Fernando Diniz (PMDB) – 1 viagem
George Hilton (PP) – 27 viagens
Geraldo Thadeu (PPS) – 8 viagens
Gilmar Machado (PT) – 4 viagens
Jaime Martins (PR) – 11 viagens
João Magalhães (PMDB) – 16 viagens
José Santana de Vasconcellos (PR) – 2 viagens
Júlio Delgado (PSB) – 8 viagens
Lael Varella (DEM) – 2 viagens
Leonardo Quintão (PMDB) – 5 viagens
Lincoln Portela (PR) – 8 viagens
Luiz Fernando Faria (PP) – 2 viagens
Marcos Montes (DEM) – 6 viagens
Maria Lúcia Cardoso (PMDB) – 14 viagens
Odair Cunha (PT) – 1 viagem
Paulo Abi-Ackel (PSDB) – 7 viagens
Paulo Piau (PMDB) – 12 viagens
Rafael Guerra (PSDB) – 2 viagens

Cemig cobra taxa acima do permitido em SRS

[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

A Contribuição de Iluminação Pública (CIP) foi cobrada de maneira indevida em 25% das contas de energia elétrica de Santa Rita do Sapucaí no mês de abril. A falha foi admitida pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) na última semana. O tributo estava extinto há seis anos e voltou a ser recolhido no mês passado. A recriação da chamada ‘Taxa de Iluminação Pública’ foi proposta pelo prefeito Paulo Cândido da Silva (PV) e aprovada pela Câmara de Vereadores em dezembro de 2008.

A Cemig reconheceu o equívoco após ser questionada pelo presidente do Legislativo municipal, Magno Magalhães Pinto (PT). O petista havia sido procurado por consumidores prejudicados pelo erro de cálculo. A resposta chegou à Câmara na forma de ofício. O documento é assinado pelo gerente de Relacionamento Comercial e Serviços da agência de Pouso Alegre, Osmar Martins Riêra.

De acordo com o funcionário da Cemig, aproximadamente 2.700 faturas apontaram valores acima das alíquotas fixadas por lei. Três faixas são adotadas de acordo com o consumo mensal de energia elétrica: R$ 2,27 (101 kW/ h a 200 kW/h), R$ 4,55 (201 kW/h a 300 kW/h) e R$ 22,74 (acima de 300 kW/h). Segundo Riêra, o erro consistiu na substituição desses valores por R$ 4,30, R$ 8,62 e R$ 43,10, respectivamente.

O gerente alegou que a falha foi ocasionada por “problemas operacionais”. “Ao invés de cobrarmos a CIP com valor fixo em reais, a mesma foi implantada em forma de percentuais, fazendo com que vários consumidores fossem faturados com valores superiores ao estabelecido no convênio”, diz o ofício. Riêra afirma, ainda, que a Cemig estuda a possibilidade de devolução dos valores excedentes nas contas dos clientes lesados.

Escola centenária pede ajuda para festejos

[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

No ano em que completa um século de atividades, a Escola Estadual Dr. Delfim Moreira promove uma campanha de arrecadação de recursos financeiros para custear as comemorações. Também estão sendo coletados depoimentos e fotografias que ajudem a contar a história da mais antiga instituição de ensino de Santa Rita do Sapucaí. O ‘Grupão’, como é chamado, foi criado em março de 1908 e começou a funcionar em fevereiro do ano seguinte.

A diretoria da escola contará com o auxílio dos alunos para angariar fundos. Eles são responsáveis pela distribuição de envelopes entre pessoas que já estudaram ou trabalharam no Grupão. A escola pretende arrecadar R$ 25 mil por meio de doações a partir de R$ 10. Segundo o diretor Paulo Cézar Ribeiro, o valor inclui despesas com eventos, materiais e a publicação de uma revista comemorativa.

Paulo Cézar diz que o primeiro evento será um almoço de confraternização para ex-alunos e ex-funcionários, ainda sem data definida. Cidadãos que passaram pelas salas de aula do Grupão serão homenageados no desfile do Dia da Pátria. Uma festa encerrará as comemorações, em setembro ou novembro. “Essa data depende do fim da reforma que estamos fazendo no nosso prédio”, explica o diretor.

Uma das atividades em curso é a preparação de uma revista que reunirá testemunhos e fotos. Parte do material histórico será usada numa exposição. A galeria de ex-diretores também está sendo montada. De acordo com Paulo Cézar, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) lançará um selo comemorativo criado por alunos e professores.

Os interessados em colaborar com os festejos podem obter mais informações por telefone (35-3471-1818 e 35-3471-5017) ou pelo endereço eletrônico eeddmoreira@yahoo.com.br.