18 de mai de 2009

Novo secretário de Obras se queixa de "maquinário sucateado"

[Entrevista a Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

"Nosso maquinário é insuficiente e está totalmente sucateado”. A queixa foi proferida pelo novo secretário de Obras e Desenvolvimento Urbano de Santa Rita do Sapucaí, Marcos Antônio Salvador de Barros, em entrevista à Gazeta. O administrador de empresas de 49 anos assumiu a função no dia 30 de abril.

Natural de Redenção da Serra (SP), ele reside no ‘Vale da Eletrônica’ há 25 anos. Ex-diretor de Café da CooperRita, Marcos Antônio foi secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento desde abril de 2008 até ser nomeado para a pasta de Obras. Para redução de despesas, o administrador continua respondendo pela Secretaria de Agricultura, cujo cargo máximo permanece vago.

Como tem sido a experiência de ser secretário municipal de Obras e Desenvolvimento Urbano?
Marcos Antônio
– Na primeira semana em que estivemos à frente da secretaria, nos deparamos com uma série de desafios e com os problemas que o município encontra no momento atual: limpeza pública, buracos nas ruas, toda essa infraestrutura que é mais aparente, como também outros que não aparecem tanto, como a questão do escoamento de águas.

Qual é a sua avaliação sobre o trabalho que já foi feito pela atual administração na área de obras?
Marcos Antônio
– Precisamos sempre esbarrar naquele bordão que ninguém aguenta mais ouvir, mas que é uma realidade: as condições em que a Prefeitura se encontrava [antes da posse do atual prefeito, em abril de 2008], a questão financeira, a questão das dívidas. Isso refletiu nas atividades da Secretaria de Obras. Foi feita uma série de atividades, como a limpeza emergencial. As chuvas acabaram estragando novamente [a pavimentação de ruas], necessitando de uma manutenção mais adequada. O objetivo, neste momento, é otimizar a aplicação dos recursos, que são poucos, sempre no intuito de atender ao projeto do prefeito municipal e ao anseio da população.

A escassez de recursos financeiros é o maior obstáculo da Secretaria de Obras?
Marcos Antônio
– Sim. Há limitação de gente, de máquinas e problemas operacionais. Se tivéssemos dinheiro, seria fácil resolver. Mas sem dinheiro é difícil. Isso não quer dizer que não vão ser resolvidos os problemas. Vamos fazer uma série de ações para poder minimizar esse impacto. Reiniciamos, na semana passada, a limpeza do bairro Maristela e da Nova Cidade. Estamos iniciando o processo de recuperação de algumas áreas na Nova Cidade, um trabalho emergencial nas ruas que estão esburacadas.

A Secretaria de Obras foi a pasta mais atingida pelo ajuste administrativo que a Prefeitura empreendeu recentemente – perdeu 17 funcionários contratados. Como contornar essa perda de mão-de-obra?
Marcos Antônio
– Na realidade, ela foi a mais prejudicada porque tinha o maior número de funcionários. Estamos fazendo remanejamento de alguns funcionários de outras áreas para podermos nos adequar aos serviços. A população precisa ser atendida.

O maquinário é suficiente?
Marcos Antônio
– Não. Nosso maquinário é insuficiente e está totalmente sucateado. Acho que num período de tempo inferior a um ano, teremos material adequado para trabalhar. A Prefeitura, inclusive, está fazendo um contrato para aquisição de caminhões e retroescavadeiras, uma tentativa de financiamento, que precisa ser aprovado pela Câmara Municipal. Isso vai ajudar no nosso trabalho. Sem máquina e sem pessoal, não existe secretaria nem secretário que dê conta.

O senhor tem encontrado dificuldades em ocupar o cargo de secretário de Obras e, ao mesmo tempo, continuar respondendo pela Secretaria de Agricultura?
Marcos Antônio
– O grande problema é a escassez de mão-de-obra e maquinário. A intenção do prefeito, ao fazer a unificação de atividades neste momento, visa à economia de recursos para poder trabalhar melhor essas áreas [obras e agricultura].

O calçamento de ruas tem tido muitos problemas nos últimos meses. Alguns trechos estão sendo reparados. Quais áreas são prioritárias?
Marcos Antônio
– São as áreas de maior trânsito, a Nova Cidade e o acesso ao Centro Empresarial.

Na sua avaliação, qual deverá ser a maior obra da atual administração?
Marcos Antônio
– O prefeito tem uma vontade muito grande de resolver, principalmente, a questão das inundações rápidas. Calçar todas as ruas é uma das prioridades dele. Acredito que este ano ainda vai ser muito difícil, mas, a partir do ano que vem, a resposta para a população vai ser muito melhor e muito mais rápida.

Foto: Jonas Costa

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