24 de ago de 2009

Novas atividades enriquecem currículos de alunos do Inatel

[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

O Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), de Santa Rita do Sapucaí, vem implantando atividades complementares para enriquecer os currículos de seus alunos. Em cada ano de curso, os aspirantes a engenheiros desenvolvem habilidades em um eixo temático pré-definido. As atividades foram sistematizadas em 2007 e estão sendo inseridas gradualmente na grade curricular.

Além das atividades complementares obrigatórias, existem algumas opcionais – estão entre estas, por exemplo, estágios em empresas do Vale da Eletrônica, programas de iniciação científica, cursos de extensão e de idiomas, monitorias, palestras e trabalhos na Rádio Inatel. Ao final de cada semestre, são oferecidas 60 horas de atividades (40 horas de obrigatórias e 20 de opcionais), das quais o aluno deve cumprir ao menos 75%.

As atividades do primeiro ano de curso são destinadas à adaptação do estudante ao ensino superior. Os eixos temáticos dos períodos seguintes são desenvolvimento pessoal, desenvolvimento profissional, responsabilidade socioambiental e desenvolvimento de negócios. Os trabalhos complementares são divididos em três dimensões formativas: técnico-científica, gerencial e comportamental.

A parcela técnico-científica não pode ultrapassar 50% do total de atividades. O professor Antônio Marcos de Souza, que atua no Núcleo de Atividades Curriculares Complementares (NAC), explica que esse limite foi definido para evitar que a formação de engenheiros seja exclusivamente técnica. “Nossa visão não é formar simplesmente o engenheiro tecnicamente competente, mas formar o cidadão, formar o homem para a engenharia”, salienta.

O professor relata que algumas atividades provocam surpresa entre os alunos. Ele cita como exemplo a leitura de obras literárias que ocorre no segundo período, quando uma lista de livros não-técnicos é apresentada aos estudantes. Outras atividades são esperadas com ansiedade pela comunidade acadêmica, como o Projeto Desafio. Coordenado pelo Núcleo de Empreendedorismo (Nemp), esse projeto desafia grupos de alunos a criar protótipos para resolver problemas de engenharia.

Outra atividade na área de empreendedorismo é chamada de ‘criação de empresa real’. Cada grupo elabora um plano de negócio e, em seguida, simula os passos para a abertura de uma empresa. Os grupos devem demonstrar que seus empreendimentos são financeiramente viáveis. O professor Antônio Marcos de Souza destaca que esses projetos podem ser apresentados posteriormente à Pré-Incubadora e à Pré-Incubadora de Empresas do Inatel.

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