9 de out de 2009

Ítalo Souza expõe suas facetas em duas obras

[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

O santa-ritense Ítalo Manoel de Souza, 24, é um poeta apaixonado e indignado. Essas características ficam evidentes em suas novas obras: ‘Rosas ao vento’ e ‘Bárbaros! Mundo dos Loucos’. Autor de ‘Pássaro Solitário’ e ‘Anjos do Apocalipse’, Ítalo chega ao quarto livro buscando novos temas, como espiritualidade e ecologia.

‘Rosas ao vento’, nas palavras do autor, trata de “várias formas de amor e coisas do cotidiano”. O poeta diz ter exposto seus sentimentos nesse livro para que seus leitores redescubram “os corações puros e o amor sem pecado, sem erro”. “É o meu sentimento no ar. Quero que as pessoas sintam na pele o que eu sinto”, diz.

Em ‘Bárbaros! Mundo dos Loucos’, o romantismo é substituído pela revolta. Em cada texto da coletânea, o autor procura criticar o que chama de “destruição do mundo pelas mãos do homem”. Negro e portador de necessidades especiais, o poeta lança seu brado contra as diversas formas de discriminação que lhe são dirigidas. “O preconceito da cor não é nada. Mas o preconceito com a deficiência física é muito para mim”, admite o poeta, cabisbaixo.

‘Bárbaros’ expõe também o lado místico de Ítalo. Alguns poemas reunidos no livro foram retirados de uma obra inconclusa, intitulada ‘Gritos de Angola’. Umbanda e catolicismo se misturam nos textos de ‘Bárbaros’. O poeta pretende explorar o sincretismo religioso em outro livro, cujo título provisório é ‘Lendas do Catimbó de Zé Pilintra’.

Ítalo Souza criou seus primeiros versos há três anos e hoje contabiliza mais de 400 poesias. Para produzir suas obras, conta com patrocínio de comerciantes e apoio de amigos como o digitador Bruno Castro e o ilustrador Paulinho Teixeira. ‘Rosas’ já está à venda no Café Caruso por R$ 10. Os exemplares de ‘Bárbaros’ serão vendidos a R$ 15 e lançados no Festival de Arte e Música do Vale da Eletrônica (Festitel), no final de outubro.

Foto: Jonas Costa

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