20 de nov de 2009

Caso Phihong avança mais uma etapa

[Matéria de Jonas Costa para a Gazeta do Vale]

O processo de transferência dos bens da antiga Phihong PWM Brasil para a Linear Equipamentos Eletrônicos cumpriu mais uma exigência burocrática na última segunda-feira, 16. O Cartório de Registro de Imóveis de Santa Rita do Sapucaí emitiu uma certidão que oficializa a arrematação do prédio da Phihong por seus ex-funcionários. A conclusão do caso depende agora de outra certidão do cartório, desta vez transferindo o imóvel para a Linear, que o adquiriu juntamente com suas máquinas em maio.

Multinacional do setor eletroeletrônico, a Phihong desativou sua unidade santa-ritense no ano passado, demitindo mais de 1.400 operários sem pagar as devidas verbas rescisórias. Os empregados dispensados ingressaram com ações na Justiça do Trabalho, que acabou penhorando e leiloando o patrimônio do grupo empresarial. Como o leilão não teve lances, os próprios ex-funcionários usaram seus créditos trabalhistas para assumir os bens a partir de dezembro de 2008.

Para se tornar proprietária de fato, a diretoria da Linear tem auxiliado os representantes dos ex-funcionários da Phihong. No final de outubro, os advogados dos operários e dos futuros donos viajaram a Belo Horizonte para uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho. A soma de esforços resultou na expedição das cartas de arrematação do prédio e dos equipamentos. Um dos advogados dos trabalhadores, Ronaldo Kersul, diz que o principal entrave foi resolvido com a entrega dessas cartas.

O presidente da Linear, José de Souza Lima, recebeu a certidão do cartório na terça-feira, 17, e no mesmo dia encaminhou o documento à Caixa Econômica Federal (CEF), que financiará parte do negócio. A documentação está sendo analisada pelo departamento jurídico do banco e, após aprovada, retornará ao cartório para que os bens sejam registrados em nome da Linear. O último passo antes do pagamento será uma nova análise pelo setor jurídico da CEF.

O presidente da comissão de advogados dos trabalhadores, Fernando Luiz Andrade, acredita que a liberação do dinheiro será rápida, mas não se arrisca a citar data-limite para os depósitos. “Estipular um prazo exato para liberação do dinheiro no momento não é possível, pois não depende de nós. No entanto, estamos mantendo contato direto com a CEF, procurando acompanhar todo procedimento de perto, bem como fazendo tudo que é possível para apressar o desenrolar da presente situação”, assegura Andrade.

O gestor da comissão de ex-funcionários, Mozart Zaghi, considera possível que os pagamentos sejam efetuados até o final deste ano. Zaghi diz que, durante a entrega da certidão ao presidente da Linear, todos os participantes chegaram a essa conclusão. “Não temos data exata, mas foi unânime o sentimento de que passaremos um Natal tranquilo, com dinheiro no bolso”. O advogado Ronaldo Kersul concorda que o processo está em sua “fase final”, mas evita sugerir um prazo.

Para Andrade e Kersul, é injusto atribuir aos advogados a demora no pagamento. “Os trabalhadores trabalharam e não receberam. Os advogados continuam trabalhando e ainda não receberam nada. Os advogados têm o mesmo interesse e todos vão receber na mesma data”, salienta Kersul. Andrade assegura que “as pessoas envovidas nessa operação estão trabalhando incansavelmente para que esta questão seja solucionada com a maior brevidade”.

2 comentários:

Kyuss disse...

Se fossemos pessoas de posse ou importantes nesta cidade o dinheiro já tinha saido.Mas como trabalhadores honrados,determinados que cumprimos todas as nossas tarefas na phihong somos tratados com descaso.É a vida é dificil,mas dormimos com a consciência tranquila.
É...

Kyuss disse...

Phihong
Liguei para o advogado hoje e ele disse q está aguardando a liberação da caixa para poder efetuar os pagamentos.E tb disse q anunciará na radio qndo for liberado o pagamento para nós.
Abraços